Projetos de Coberturas


PROJETOS DE COBERTURAS

Os projetos de coberturas se baseiam geralmente em critérios econômicos e práticos, ou seja, tenta-se obter o menor custo possível atendendo as premissas e demandas estabelecidas pela arquitetura da obra, utilizando soluções disponíveis no mercado considerando fatores como: facilidade de aquisição, disponibilidade de fabricantes, prazos de entrega adequados, etc., e que proporcionem principalmente estanqueidade e durabilidade.

As coberturas metálicas são largamente utilizadas no Brasil, principalmente em edificações comerciais, industriais e públicas, tais como: galpões, centros de logística, centros de distribuição, armazéns, shopping centers (skylights, clarabóias), estádios e ginásios esportivos, hangares de aviação, etc..

Existem diversas tipos de coberturas metálicas, porém, as mais utilizadas são as seguintes:

– Coberturas Planas, com 1 ou mais panos (águas) com inclinações a partir de 2%;

– Coberturas Dentadas (shed, dente de serra);

– Coberturas curvas (arco);

As telhas metálicas mais utilizadas em sistemas de coberturas e tapamentos convencionais são as telhas trapezoidais. O dimensionamento da telha deve ser feito em função da carga que esta suporta e do vão que vence. É prática comum adotar telhas trapezoidais com altura de 40mm com espessura 0.65mm para cobertura e 0.50mm para tapamentos verticais. Procura-se também trabalhar com vãos de telha (vão entre terças) entre 1.50m e 2.00m.

A estrutura metálica de uma cobertura será mais leve ou mais pesada em função da quantidade e locação de seus apoios, que resultarão nos vãos a serem vencidos pelas vigas de cobertura (estrutura primária) e pelas terças (estrutura secundária). Podem também existir vigas mestras (vigas de transição) que são vigas que servirão de apoio para outras vigas da cobertura, aumentado desta forma o espaçamento entre colunas, possibilitando a diminuição da quantidade de colunas.

As estruturas primárias (vigas de cobertura) para vãos de até 20m podem ser feitas com perfis de alma cheia (laminados ou soldados). Para vãos entre 25m e 30m as vigas treliçadas (treliças tradicionais ou treliças com banzos paralelos) são opções mais econômicas. Em ambos os casos, o dimensionamento é feito observando-se o limite de flecha de L/250 para o carregamento em serviço.

As estruturas secundárias (terças) mais utilizadas atualmente são os perfis U ou Z em chapa dobrada, galvanizados ou pintados. A utilização de terças contínuas proporciona um dimensionamento mais econômico (leve). As terças contínuas são mais comuns quando se utilizam perfis “Z” ou “W”, pela facilidade na utilização de luvas ou transpasses sobre os apoios intermediários, permitindo trabalhar com vãos entre 8m e 12m para terças com alturas entre 150mm e 300mm. Terças em perfis “U” são geralmente dimensionadas como bi-apoiadas e são utilizadas em obras de menor porte ou em coberturas mais simples. Para vãos maiores do que 12m é mais econômico utilizar terças treliçadas (“joists”) compostas por banzos, travessas e diagonais em perfis de chapa dobrada ou em perfis laminados. O limite de flecha para dimensionamento das terças é L/180.

A ABCEM dispõe de excelente literatura técnica relativa à telhas e coberturas metálicas.

Ao desenvolver os projetos de coberturas metálica, o arquiteto, engenheiro ou projetista deve ter como objetivo básico a racionalização dos caimentos visando facilitar a coleta de águas pluviais, tentando minimizar a quantidade de tubos de água pluvial internos na edificação, através da adequada disposição das cumeeiras e calhas da cobertura, evitando também a colocação de calhas em locais estratégicos ou importantes, nos quais um eventual problema com estanqueidade (goteira ou vazamento) venha a comprometer ou dificultar a utilização da edificação.